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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Copa do Mundo de 1958 - Suécia








A opção pela Suécia para ser a anfitriã em 1958 foi tomada com 10 anos de antecedência, no Congresso da Fifa realizado em Londres. A confirmação oficial foi no Rio de Janeiro, em 1950. E acabou sendo a primeira Copa do Mundo sem a presença de Jules Rimet: o presidente da Fifa morreu dois anos antes, em 1956...








Doze estádios suecos foram utIlizados para o Mundial. Entre eles, três acabaram construídos especialmente para a competição (Tunavallen, Ulevi e Malmö Stadium) e dois ampliados (Rasunda (da foto) e Idrottsparken). Os outros foram: Olympia, Örjans Vall, Ryanvalle, Eyravallen, Jernvallen, Arosvallen e Rimnersvallen... 


Curiosidades
Dos 95 países filiados, 53 se inscreveram. Depois, cinco - Chipre, Egito, Formosa, Turquia e Venezuela - desistiram de lutar pelas 14 vagas para o Mundial (Alemanha  e Suécia já estavam garantidas). As surpresas ficaram por conta da não classificação do Uruguai, e da  Itália - Paraguai e Irlanda do Norte ficaram com as vagas. Depois, os 16 países foram divididos em quatro grupos de quatro, e pela primeira vez houve sorteio dirigido por regiões geográficas. Cada grupo tinha um país sul-americano, um dos britânicos, um do Leste Europeu e um da Europa Ocidental. Os dois primeiros de cada grupo passavam de fase, e a partir daí o confronto seria mata-mata... A decepção foi a Argentina que ficou em último lugar no Grupo 1, venceu apenas uma partida e sofreu duas derrotas. Uma delas ficou na história: precisando vencer, o técnico Karel Kolski arriscou e escalou a Tchecoslováquia com cinco atacantes. Resumo: goleada por 6 a 1, a maior sofrida pela Alviceleste em Copas do Mundo... E Pela primeira vez numa Copa todos os países que formam o Reino Unido estiveram presentes...

Participantes
Paraguai, México, Argentina, Brasil, País de Gales, Irlanda do Norte, Escócia, Inglaterra, Iugoslávia, União Soviética, Hungria, Tchecoslováquia, França, Áustria, Alemanha Ocidental e a anfitriã Suécia.

A Final
 Pelé e Garrincha eram reservas de Joel e Dida e se tornaram titulares apenas no terceiro jogo. E o time ainda tinha outros craques que entraram para a história, como Didi, Nilton Santos, Djalma Santos e Zito. E jogadores com o carisma de Gilmar, Bellini, Vavá, Zagallo, Orlando... Pelé e Garrincha já haviam surpreendido o mundo quando pisaram em campo para a final. O Brasil entrou favorito, vestindo azul e com mudança na lateral direita: De Sordi, contundido, deu lugar a Djalma Santos, que pela sua única atuação foi eleito o lateral da Copa. Mas antes de brilhar, viu os suecos saírem na frente com Liedholm, aos quatro minutos. Ainda na primeira etapa o Brasil virou: Mané na linha de fundo, cruzou para Vavá. Duas vezes, aos 9 e 32.. No segundo tempo, Pelé fez 3 a 1 com direto a chapéu no marcador, aos 10. Zagallo aumentou aos 23. A Suécia diminuiu com Simonsson, aos 35. Mas era dia do Brasil. Pelé fechou o Mundial com o quinto gol aos 45, e a Seleção finalmente conquistava o mundo pela primeira vez... 

O Craque
O consenso na época era de que o meia Didi, o "Príncipe Etíope", foi o grande condutor da Seleção que pôs fim ao complexo de vira-latas. Com seus lançamentos, chutes de folha-seca e, principalmente,  personalidade - após o 1º gol da Suécia na final, botou a bola embaixo do braço e, confiante, a levou até o círculo central -, acabou fundamental na conquista...

O Artilheiro
Velocidade, dribles curtos, chutes precisos, cabeçadas mortais... O que mais poderia caracterizar um bom atacante? Essas virtudes faziam parte do repertório de Just Fontaine, centroavante francês, goleador da competição com 13 gols em seis jogos. Essa marca do camisa 9 nascido no Marrocos é um recorde em Mundiais que ainda não foi batido...

Fontes: GloboEsporte.com e Wikipédia...


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