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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Copa do Mundo de 1962 - Chile



Foram quatro os candidatos a ser a sede da Copa de 1962: Espanha, Alemanha, Argentina e Chile. A Fifa deixou logo claro que, depois de dois Mundiais seguidos na Europa, era a vez da América do Sul. Com isso, sobraram Argentina e Chile, considerado por muitos um país pobre. Mas com o apoio de Carlos Dittborn Pinto, filho de diplomata chileno, 32 dos 56 países-membros votaram no Chile como sede - 11 cravaram Argentina e 13 se abstiveram - no Congresso de 1956. Quatro anos depois, em 1960, após terremoto no país que deixou mais de dois milhões de vítimas, entre mortos, feridos e desabrigados, a Fifa quase mudou de ideia. Dittborn, contudo, garantiu a realização do Mundial. Pena que, um mês antes do começo, o dirigente morreu. Recebeu a homenagem no nome do estádio em Arica...




Apenas um estádio foi construído para a Copa do Chile - o Carlos Dittborn, em Arica, para 13 mil pessoas. Os outros três utilizados no Mundial: Nacional (da foto), Sausalito e El Teniente, passaram por reformas. O país teve apenas quatro sedes - Santiago, Viña del Mar, Arica e Rancagua.



Curiosidades
49 países disputaram as eliminatórias e outros 5 - Canadá, Egito, Indonésia, Romênia e Sudão - desistiram. 4 países americanos e 10 europeus se classificaram, juntando-se ao Brasil, com vaga assegurada por ter sido o campeão mundial, e o Chile, por ser a sede, para formar os 16 que disputariam a competição. Colômbia e Bulgária foram as novidades... A decepção foi a União Soviética que tinha sido campeã europeia em 1960 e contava com uma equipe poderosa, a começar pelo goleiro Yashin. Na primeira fase, bateu seleções poderosas como Iugoslávia e Uruguai. Mas, nas quartas de final, caiu para os donos da casa, os chilenos. E o "Aranha Negra", como era conhecido o arqueiro, sofreu dois gols "anormais"...

Participantes
Brasil, Inglaterra, Uruguai, Itália, União Soviética, Iugoslávia, Alemanha Ocidental, Suíça, Espanha, Tchecoslováquia, Bulgária, Hungria, Colômbia, Argentina, México e o anfitrião Chile.

Ficou para a História: Pela última vez a Fifa permitiu num Mundial um jogador poder defender outra seleção que não a do país onde nasceu e pela qual já atuara. Foi o caso do argentino Di Stéfano, do húngaro Puskas e do uruguaio Santamaria, que atuaram pela Espanha; dos brasileiros Mazola (Altafini no título de 1958) e dos argentinos Maschio e Sivori, todos atuando pela Itália...

A Final
O Brasil mudou muito pouco para chegar ao bicampeonato. A principal troca foi no comando técnico: saiu Vicente Feola, entrou Aymoré Moreira. O que ninguém imaginava é que Pelé sofresse séria contusão na segunda partida. Mas Garrincha jogou pelos dois. A Copa foi do Mané e do Brasil. E a Seleção, de novo com Didi, Nilton Santos, Djalma Santos, Vavá, Zagallo... Com Mauro e Zózimo na defesa e um Amarildo Possesso no lugar de Pelé no ataque, voltou a encantar o planeta. Sem Pelé, e com Garrincha absolvido da expulsão contra o Chile, o Brasil entrou favorito no Estádio Nacional de Santiago para a final contra a Tchecoslováquia. Foi surpreendido com o gol do craque Masopust  aos 15 minutos, mas não esperou muito para o empate: dois minutos depois, Amarildo, sem ângulo, marcou em falha do goleiro Schrojf. No segundo tempo, o Possesso, que substituiu Pelé, dessa vez foi garçom e serviu Zito para desempatar, aos 24. E Vavá, em nova falha do arqueiro, fez o terceiro, aos 33. Com muita febre, Garrincha nem se destacou tanto na final, mas nem precisou...

O Craque
Se Maradona carregou a Argentina nas costas em 86, Garrincha fez isso muito antes, em 62, com o Brasil. Sem Pelé, contundido, foi o camisa 7, aos plenos 28 anos, que tomou conta do Mundial. E o cardápio não foi só de dribles impossíveis de ser contidos: o Mané fez gols, cruzamentos perfeitos, cobrou faltas magistrais, escanteios perigosíssimos... Foi um craque completo, a ponto de arrancar a seguinte manchete do jornal chileno "El Mercurio": "Garrincha, de que planeta vienes?"

Os Artilheiros
Quando a Copa terminou, eram 6 os artilheiros: Vavá e Garrincha, do Brasil, Leonel Sánchez, do Chile, Albert, da Hungria, Valentin Ivanov, da União Soviética, e Jerkovic, da Iugoslávia, todos com 4 gols. Mas, em 1993, 31 anos depois, uma revisão no filme do jogo desvendou confusão do árbitro do jogo Iugoslávia x Colômbia. Na súmula, o terceiro gol da goleada de 5 a 0 tinha sido dado a Galic, mas foi de Jerkovic. O iugoslavo passou a ter 5 gols e ficou isolado na artilharia.

Fonte: GloboEsporte.com e Wikipédia...





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