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terça-feira, 8 de julho de 2014

Copa do Mundo de 1974 - Alemanha Ocidental






Demorou para a Alemanha receber uma Copa do Mundo. Desde sempre uma das principais potências do esporte, o país foi prejudicado pelo regime nazista e seu consequente envolvimento na Segunda Guerra Mundial. Seria natural que recebesse uma Copa nas décadas de 40 e 50, mas o próprio conflito e depois a necessidade de reconstrução da nação germânica adiaram o objetivo. Acabou acontecendo em 1974. A Espanha chegou a concorrer com a Alemanha, mas retirou a candidatura em troca de apoio oito anos depois...





Nove estádios, em nove diferentes cidades, receberam a Copa do Mundo de 1974. Alguns deles foram construídos para o Mundial - caso do Westfalenstadion, de Dortmund. Os outros utilizados foram: Olympiastadium de Berlim (da foto), Olympiastadium de Munique, Neckarstadium, Parkstadium, Rheinstadium, Waldstadium, Volksparstadium e Niedersachsenstadium. 


Curiosidades
Alemanha, por ser a sede, e Brasil, atual campeão, tiveram classificação direta. O Chile avançou na repescagem, batendo a União Soviética. Na Europa, equipes fortes, como Inglaterra, Espanha e França, ficaram fora, ao passo que Itália, Holanda, Alemanha Oriental e Bulgária tiveram caminhada sólida. Na América do Sul, Argentina e Uruguai confirmaram o favoritismo e asseguraram vaga... Vice-campeã na Copa anterior, a Itália não passou da primeira fase em 1974. Ficou em terceiro no Grupo D, atrás de Polônia e Argentina, com uma vitória (3 a 1 no Haiti), um empate (1 a 1 com a Argentina) e uma derrota (2 a 1 para a Polônia) e foi a grande decepção da Copa... 

Participantes
Chile, Argentina, Haiti, Zaire, Austrália, Suécia, Escócia, Holanda, Iugoslávia, Polônia, Alemanha Oriental, Bulgária, Uruguai, Brasil, Itália e a anfitriã Alemanha Ocidental.

Mascote:



Dois garotos, "Tip e Tap", foram os mascotes da Copa de 1974, em gesto que foi encarado como um símbolo de união esportiva entre as duas Alemanhas, a Ocidental e a Oriental, na época separadas...

A Seleção Brasileira
Treinada novamente por Zagallo, a seleção brasileira iniciou a Copa com dois empates por 0 a 0: contra a Iugoslávia e a Escócia. A primeira vitória veio apenas na terceira partida: 3 a 0 sobre o Zaire, gols de Jairzinho, Rivelino e Valdomiro. Foi o suficiente para garantir classificação. Na segunda fase, o Brasil largou com vitória de 1 a 0 sobre a Alemanha Oriental, gol de Rivelino. Em seguida, novo triunfo: 2 a 1 na Argentina, com mais um gol de Rivelino, acompanhado por Jairzinho. O jogo seguinte foi o último: derrota de 2 a 0 para a Holanda...

A Final
Foi impressionante... Na saída de bola, durante um minuto, a Holanda tocou a bola de pé em pé. Só parou quando Cruyff foi derrubado na área. Era apenas o início da partida, e a equipe laranja tinha um pênalti a seu favor sem que os alemães sequer tivessem tocado na bola. Neeskens bateu e fez 1 a 0. Parecia que a Holanda atropelaria a Alemanha e seria campeã mundial pela primeira vez... Só parecia... Os donos da casa equilibraram a partida, conseguiram controlar Cruyff e viraram o jogo. Breitner, também de pênalti, e Gerd Müller marcaram. Todos os gols saíram no primeiro tempo. Depois, Franz Beckenbauer, o Kaiser alemão, foi o primeiro a levantar o novo troféu, a Taça Fifa...

Os Craques
Johan Cruyff virou um sinônimo daquela Holanda assombrosa. Técnico e tático, genial e disciplinado, o craque holandês ainda hoje é lembrado como o principal símbolo de um time que encantou o mundo. Era tão diferenciado que usou o número 14, fugindo da ordem numérica, e teve uma marca diferente em seu uniforme, visto que era patrocinado por uma empresa diferente da do restante do elenco. Ele foi o condutor máximo do Carrossel Holandês até a final contra a Alemanha. Fez três gols, espalhados em duas das vitórias mais impressionantes da Holanda: dois na goleada de 4 a 0 sobre a Argentina e outro no triunfo de 2 a 0 contra o Brasil. Na final, porém, não foi tão bem e acabou superado por outro craque daquela Copa, o alemão Franz Beckenbauer

O Artilheiro

A Copa de 74 foi pródiga em grandes seleções, e uma delas foi a Polônia, de Grzegorz Lato, o artilheiro daquele Mundial, com sete gols. Extremamente rápido, muito difícil de marcar, o campeão olímpico de dois anos antes deixou sua tatuagem inclusive no Brasil, em que fez o gol que deu a sua equipe o terceiro lugar no torneio. Antes, marcara duas vezes na vitória de 3 a 2 sobre a Argentina, outras duas na goleada de 7 a 0 sobre o Haiti, uma no triunfo de 1 a 0 contra a Suécia e outra na vitória de 2 a 1 na Iugoslávia... 

Fontes: GloboEsporte.com e Wikipédia...


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